FERTILIZAÇÃO IN VITRO

Essa é a técnica considerada padrão ouro, ou seja, é a que proporciona maiores taxas de sucesso, variando em torno de 45 a 60%. É também a técnica mais utilizada no mundo.

O primeiro sucesso desta técnica ocorreu em 1978, na Inglaterra, com o nascimento de Louis Brown. O Dr. Robert Edwards, considerado o pai da fertilização in vitro , falecido no último mês de abril (2013) juntamente com o Dr. Patrick Steptoe foram os responsáveis por este grande feito. ganharam o Nobel de medicina por isto e revolucionaram a medicina reprodutiva. Este foi sem dúvida a maior ou uma das maiores descobertas científicas do século XX.

A FIV consiste em estimular os ovários a produzirem uma boa quantidade de óvulos, que serão retirados do corpo feminino antes da ovulação e que serão fertilizados pelos espermatozoides fora do corpo da mulher, no laboratório (daí o nome bebê de proveta), com posterior transferência dos embriões para o útero (entre 2 e 5 dias após a retirada dos óvulos)

Nesta técnica são utilizadas doses de medicações em níveis bem superiores às doses utilizadas na IUI.

Na FIV, os espermatozoides podem ser colocados em íntimo contato com o óvulo e assim a fecundação ocorre neste processo de interação ou cada óvulo é injetado com um espermatozoide, em um processo chamado ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), que vem sendo largamente utilizado, por parecer permitir melhores taxas de fecundação, falaremos mais sobre ICSI num item específico.

Na chamada FIV convencional, os óvulos permanecem em uma placa de laboratório com meio de cultura até o momento da inseminação com os espermatozoides, normalmente realizada quatro a seis horas após a coleta dos óvulos.

Cada óvulo é colocado junto a 100.000 espermatozoides em microgotas. Neste tipo de fertilização o espermatozoide precisa penetrar o óvulo por conta própria, diferentemente do que ocorre na ICSI.

Apesar de ser a melhor técnica disponível, ela tem suas indicações absolutas, como:

1- Obstrução tubária bilateral – trompas de Falópio fechadas seja por problemas infecciosos ou anatômicos (Laqueadura tubária, por exemplo)

2- Vasectomia

3- Quantidade restrita de espermatozoides – Fatores masculinos graves (baixo número e/ou qualidade de espermatozoides) Considera-se o valor menor que 5 milhões de espermatozoides por ml e moroflogia menor que 4% como valor de corte para se indicar FIV.

Casos em que a produção seminal encontra-se em parâmetros inferiores ao mínimo determinado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). São padrões seminais normais pela OMS de 2010:

Volume >= 2 ml

Concentração total >= 39.000.000

Concentração > 15.000.000 / ml

Motilidade : 40% de motilidade A+B+C ; ou A+B >= 32%

Morfologia >= 4% normais

Vitalidade >= 58%

Menos de 1.000.000 de leucócitos/ml

Volume >= 1,5 ml

4- Idade materna avançada, considerando como ponto de corte a idade entre 35 e 38 anos.

5. Falha de 2 a 3 ciclos de inseminação intrauterina ou estimulação ovariana com coito programado

5. Reduzida reserva ovariana – Quantidade e qualidade reduzida de óvulos.

6. Endometriose Grave

7. Infertilidade (Esterilidade) sem causa aparente – ESCA
Em até 10 a 15% dos casais inférteis não se consegue detectar nenhum problema que possa ser responsável pela dificuldade em engravidar. Muitos destes casais têm taxas mensais de gravidez muito baixas (< 5 %), e podem se beneficiar de um programa de tratamento com FIV.

8. Problemas de ovulação – SOMP por exemplo.

9. Homossexualismo
Tema em evidência nos dias atuais e que já tem parecer e normativa do CFM (Conselho Federal de Medicina) para que sejam encarados como um casal usual, como os mesmos direitos de um casal heterossexual.

10. Mãe solteira

9. P’ré- tratamentos agressivos, como : quimioterapia e radioterapia.

Embora seja a técnica com a maior taxa de sucesso, ela deve ser individualizada e bem indicada e é considerada o ponto final de uma seqüência de tratamentos.

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